O trem fantasma, sempre muito querido pelas crianças, era a atração do
parque que mais a Maria dos Sonhos gostava. E ela estava querendo dar
uma voltinha nele.

Toninho foi contra, dizendo que eles não tinham sido convidados por
ninguem naquela casa.
Maria dos Sonhos não teve outra alternativa, a não ser, mais uma vez,
aprovar as palavras dos seu amiguinho.

O parque estava repleto de crianças felizes. Muitas estavam comendo a
maçã do amor.
Toninho, também, queria uma maçã do amor. Afinal, eles não haviam
comido nenhum doce atá agora.
É, Maria dos Sonhos concordou, mas nada poderia fazer, pois eles não
tinham uma moeda sequer para comprar nenhum doce.

No fundo, bem lá no fundo, eles estavam sofrendo em ver todas as gulodices
saborosas sem poder comer uma, pelo menos.
Não poderiam reclamar. Estavam errados por terem invadido uma casa. E
isso não era correto.

Cansados, com fome e com sede, seguiram a viagem na casa, para ver o que
viria atrás da próxima porta.
Toninho, dessa vez, não quis escolher a porta. Pediu a sua amiguinha que o
fizesse.
Ela, então, escolheu a de cor branca e abriu a sétima porta.

Assustou-se. Era um pedacinho do céu. Nuvens brancas espalhadas pelo céu
azul. Muitos anjos flutuavam felizes e cantavam músicas alegres.

Que era isso? Maria dos Sonhos se perguntava. Será que estou sonhando?
Resolveu perguntar ao Toninho o que ele achava de tudo aquilo.
Ele respondeu que era um sonho, sim, mas um sonho vivo de quem estava
acordado...