Enfim, Maria dos Sonhos e Toninho chegaram à casa tão misteriosa,
tão secreta, que despertava o interesse de todos os habitantes daquela
cidade.

A aparência da Casa de Papel era de um colorido tão vibrante, tão cheio
de brilho que mais se parecia com algo irreal. Os olhos das crianças
estavam surpresos pela beleza refletida por ela. Mais se assemelhava
a um bolo de aniversário.

Ela era toda cercada em madeira ornamentada, nas cores rosa e azul,
em tons claros.
Havia um belo jardim todo coberto com flores variadas, nas mais belas
cores.

Ela era de dois andares. Sua cor era de um branco muito alvo e
apresentava um brilho suave.
No andar de cima, havia uma sacada com uma enorme porta de vidro.
Na parte de baixo, sua porta e janelas eram iguais à madeira que
circundava a casa.

Para alcançar a porta, havia cinco degraus transparentes, como se
fossem de vidro. Eles refletiam o sol e o lindo céu azul.

Era um espetáculo maravilhoso, jamais visto pelas crianças que ali
se encontravam. Maria dos Sonhos e Toninho mal podiam falar de
tanta emoção.

Com muita delicadeza, eles conseguiram abrir o portão da cerca e
entraram pelo jardim a dentro. Seus pés, trêmulos, tocaram nos
degraus da porta de entrada e, delicadamente, tocaram a campainha
em formato de coração...